Profissionais discutem as consequências de se ter uma relação de proximidade com a equipeFonte: O Globo Online
RIO - Não deu certo para a seleção argentina. Mas, segundo gestores e especialistas em recursos humanos, um executivo que desenvolva uma relação próxima de liderança - como a do técnico Maradona - tende a contribuir para que as empresas não colecionem tantos casos de falta de motivação entre os funcionários. Tudo porque uma gestão aberta e flexível é capaz de estimular características essenciais para o mercado, como comprometimento e foco em resultados. Mas e os riscos? Sim, esse comportamento pode, por exemplo, favorecer problemas de indisciplina. Aí, cabe ao líder encontrar um ponto de equilíbrio. Uma dica dos especialistas para se evitar problemas provocados por excesso de intimidade é o gestor ter em mente que não pode agir da mesma forma com todos os funcionários, diz Edson Rodriguez, vice-presidente da Thomas Brasil, empresa de gerenciamento de processos de seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoas. - A liderança pode ser aberta e emocional, se esse for o estilo que melhor funcionar com determinada pessoa. Se o gestor tiver liderados que precisam de mão forte, ele terá que ser rígido. Para isso, ele precisará conhecer cada integrante da equipe e regular a forma de abordagem - afirma. Para Ricardo Marsili, sócio-diretor da agência m2brnet, de marketing digital, um estilo de liderança informal e próximo do funcionário passa por não se importar somente com o trabalho que ele está realizando, mas também com as suas necessidades. - Em alguns casos, coloco a mão na massa junto com a equipe, deixando claro que o que importa não é a hierarquia, mas a qualidade do trabalho. Tratar o funcionário com proximidade faz com que ele se sinta responsável diretamente pela empresa - diz. Mesmo fazendo questão de incentivar sua equipe e de compartilhar os problemas da empresa com ela, o sócio da m2brnet afirma já ter demitido profissionais que não souberam lidar com esse estilo de gestão. - Há quem confunda um bom ambiente de trabalho com falta de seriedade. Por não praticarmos uma relação formal de empregador e empregado, algumas pessoas acham que podem relaxar quando o assunto é qualidade e produtividade - diz o empresário. - Não é porque não exigimos do funcionário atestado médico, nas faltas por motivo de saúde, por exemplo, que toda semana ele vai ter uma doença diferente. Leia a reportagem na íntegra no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes). Compartilhe Envie Imprima Corrija Compre Corrigir matéria Encontrou algum erro neste conteúdo? Envie uma mensagem para nós. 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Mas, segundo gestores e especialistas em recursos humanos, um executivo que desenvolva uma relação próxima de liderança - como a do técnico Maradona - tende a contribuir para que as empresas não colecionem tantos casos de falta de motivação entre os funcionários. Tudo porque uma gestão aberta e flexível é capaz de estimular características essenciais para o mercado, como comprometimento e foco em resultados. Mas e os riscos? Sim, esse comportamento pode, por exemplo, favorecer problemas de indisciplina. Aí, cabe ao líder encontrar um ponto de equilíbrio. Uma dica dos especialistas para se evitar problemas provocados por excesso de intimidade é o gestor ter em mente que não pode agir da mesma forma com todos os funcionários, diz Edson Rodriguez, vice-presidente da Thomas Brasil, empresa de gerenciamento de processos de seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoas. - A liderança pode ser aberta e emocional, se esse for o estilo que melhor funcionar com determinada pessoa. Se o gestor tiver liderados que precisam de mão forte, ele terá que ser rígido. Para isso, ele precisará conhecer cada integrante da equipe e regular a forma de abordagem - afirma. Para Ricardo Marsili, sócio-diretor da agência m2brnet, de marketing digital, um estilo de liderança informal e próximo do funcionário passa por não se importar somente com o trabalho que ele está realizando, mas também com as suas necessidades. - Em alguns casos, coloco a mão na massa junto com a equipe, deixando claro que o que importa não é a hierarquia, mas a qualidade do trabalho. Tratar o funcionário com proximidade faz com que ele se sinta responsável diretamente pela empresa - diz. Mesmo fazendo questão de incentivar sua equipe e de compartilhar os problemas da empresa com ela, o sócio da m2brnet afirma já ter demitido profissionais que não souberam lidar com esse estilo de gestão. - Há quem confunda um bom ambiente de trabalho com falta de seriedade. Por não praticarmos uma relação formal de empregador e empregado, algumas pessoas acham que podem relaxar quando o assunto é qualidade e produtividade - diz o empresário. - Não é porque não exigimos do funcionário atestado médico, nas faltas por motivo de saúde, por exemplo, que toda semana ele vai ter uma doença diferente. Leia a reportagem na íntegra no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes).


